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Peixes

Tilapicultura: o que é preciso entender sobre a criação de tilápias?

tilapicultura

Devido à modernização e ao aumento da criação tanto em viveiros escavados quanto em tanques-rede e tanques suspensos, a tilapicultura vem ganhando força no Brasil. Em 10 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a atividade teve um crescimento de mais de 220%.

A tilápia é, atualmente, o peixe mais produzido no país, superando 357,6 mil toneladas em 2017. Mercado em expansão, carne de qualidade, alto valor agregado, rusticidade e precocidade são fatores que podem explicar tais números.

Além disso, a criação em pequenas áreas viabilizou a construção de mais criadouros pelo território nacional, bastando o produtor ter a licença de exploração do uso da água. Se você se interessou pelo tema, continue a leitura!

Tilapicultura - o que é preciso saber sobre a criação de tilápias

A escolha do local

Antes de iniciar o processo de criação dos peixes, o produtor deve escolher bem a área onde vai instalar os criatórios. O local precisa oferecer uma fonte segura de água, em quantidade (vazão) e qualidade, pois esses cuidados influenciam diretamente na produção.

Caso a criação seja em tanques-rede de pequeno volume, é preciso procurar áreas protegidas de ventos e observar a oscilação anual do nível d’água. Quando muito forte, a correnteza pode causar desgastes físicos aos peixes, influenciando diretamente no desenvolvimento deles, já que acabam gastando energia ao nadar contra o fluxo da água.

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A criação da tilápia

Atualmente, a produção de tilápias no Brasil representa mais de 40% do total de pescado nacional. Porém, foi a partir dos anos 2000 que, com a implementação de tanques-rede — especialmente nos reservatórios das hidrelétricas —, a tilapicultura brasileira começou a crescer fortemente até chegar ao que é hoje.

Para o piscicultor, a produção da tilápia é realizada em três fases: reprodução, engorda e, na fase final, colheita e processamento. A seguir, você entenderá um pouco mais sobre cada um desses estágios.

Reprodução

Nesse trabalho delicado, o produtor cuida das famílias de tilápia de diferentes linhagens, da reprodução, da coleta e da incubação dos ovos ou, alternativamente, da coleta de nuvens de larvas diretamente no viveiro de reprodução.

Os alevinos de tilápia, antes de serem comercializados e alojados nas unidades de engorda, devem ser sexados e submetidos ao processo de reversão sexual. Nele, serão alimentados com rações especiais (contendo hormônio masculinizante) ou mantidos em tanques com um rígido controle de temperatura.

O objetivo é dar continuidade ao processo de produção e, também, comercializar tilápias machos, que atingem o tamanho e o peso ideais em menor espaço de tempo, com melhores índices zootécnicos quando comparado ao desempenho de fêmeas ou lotes mistos.

Engorda

Nessa fase do ciclo de produção da tilápia, o produtor deve oferecer aos peixes alimentos de qualidade, adequados ao sistema de produção escolhido.

O resultado de um bom manejo alimentar pode ser avaliado levando-se em consideração o tempo necessário para atingir o peso de abate, a conversão alimentar (quantidade de ração ingerida para a produção do peixe) e os teores de gordura e rendimento de carcaça.

O resultado econômico da atividade é sempre analisado, sem colocar em risco a vida dos animais e dos consumidores de seus produtos ou subprodutos. Nesse caminho, não se pode perder a qualidade.

Assim, tarefas como classificação, testes e pesagens (biometrias) são fundamentais para manter o padrão da produção e do produto final.

Colheita

Depois da criação, na qual a tilápia ganha, em média, entre 4 e 5 gramas por dia (podendo atingir índices de 7 g/dia) a colheita é a fase final na fazenda. Nela, os peixes que atingem o peso de abate serão colhidos e seguirão para o mercado conforme as normas do nicho de destino, como pescado fresco, pescado congelado, pescado eviscerado, filé, postas e muitos outros.

As etapas da produção de tilápia não só envolvem atribuições e responsabilidades completamente diferentes como exigem diversos equipamentos e instalações. Ao todo, a duração desse ciclo produtivo varia de 4 a 11 meses.

A tecnologia e os desafios na tilapicultura

O clima favorável, a alta demanda do produto, o sabor e a qualidade da carne, aliados à rusticidade e precocidade da espécie (que aceita vários modelos ou sistemas de produção), contribuíram para alavancar a cadeia produtiva da tilápia no Brasil.

Porém, como em toda produção agrícola, a tecnologia de produção é um diferencial para diminuir custos, aumentar a rentabilidade e melhorar a qualidade do produto, mantendo um padrão e, em contrapartida, o baixo impacto ambiental e a conservação da água. Afinal, é até possível afirmar que tilápia não “bebe água”.

Contudo, assim como a tecnologia que vem para agregar, existem os desafios que surgem e sempre são fatores enfrentados pelos produtores. E não é diferente no ramo da tilapicultura, em que doenças podem ser a causa de uma grande perda, que prejudicará a renda de quem produz.

A tecnologia a favor da produção

Com uma rentabilidade entre 10 e 20% na criação de tilápia, o produtor tem investido mais em equipamentos que beneficiam a produção e reduzem a pressão sobre o meio ambiente. Melhorar a qualidade da água, oferecer ração premium aos peixes e automatizar o processo são as principais iniciativas dos criadores.

Mas, em polos mais tecnificados, é possível encontrar aeradores que aumentam a quantidade de oxigênio disponível na água, alimentadores automáticos, bombas de transferência de peixes, classificadores e contadores, por exemplo. Trata-se de investimentos com retorno a curto e médio prazo.

Ao adquirir os aparelhos e equipamentos, o produtor já começa a usufruir dos benefícios da tecnologia. Ele pode aumentar a produção instantaneamente, criando mais animais no mesmo espaço, já que o controle dos parâmetros indicativos da qualidade da água é de suma importância para a produção de peixes.

Monitoramento da temperatura, oxigênio dissolvido, alcalinidade, dureza total, teor de nitrogênio amoniacal e pH são fatores que impactam o sucesso e o ganho de peso, bem como atuam diminuindo o estresse. O resultado é um produto final melhor.

Doenças que afetam a criação

Todos os animais estão sujeitos ao estresse acarretado pela criação em cativeiros. Na tilapicultura, condições como a densidade de peixes (número de animais por tanque ou unidade de produção) e a qualidade da água (oxigenação, pH, teor de amônia, condutibilidade) podem favorecer o desconforto das tilápias, desencadeando o estresse.

Quadros como esses são ruins para o produtor, já que possibilitam o surgimento de doenças, queda na produção e mortalidades pontuais. Isso quer dizer que, quanto maior o estresse gerado nas tilápias, maior será o prejuízo.

As instalações para a produção da tilápia podem ser compostas por viveiros, gaiolas, tanques-rede ou tanques. Antes de começar a construção da estrutura, o produtor precisa planejar sua produção, pois o tamanho dependerá da disponibilidade de água, do valor a ser investido, do espaço disponível para a instalação do sistema e da quantidade de peixes a ser produzida.

Com base no planejamento, o ideal é que o criador entre em contato com especialistas capazes de ajudá-lo a escolher o melhor tanque, ou seja, o modelo de produção mais adequado. Isso evita que o investimento traga prejuízos.

Se você gostou deste post, entre em contato com a gente e tire suas dúvidas sobre qual modelo de produção escolher para a sua tilapicultura!