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Caminhoneiro

Qual é o retorno de investimento que recebemos dos pedágios?

Quem utiliza o transporte rodoviário no Brasil sabe o quanto o peso pesa nos bolsos. Quer saber qual é o retorno desse investimento?

O transporte rodoviário, especialmente o de cargas, certamente é uma atividade de extrema importância para economia do Brasil.

Segundo a Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de Minas Gerais (Fetecemeg), dos mais de um milhão de caminhoneiros registrados na Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), 60% estão nas rodovias brasileiras, transportando carga.

Mas quem atua nessa modalidade se depara com gastos como os do pedágio, o qual acaba gerando um questionamento: qual é o retorno de investimento que o usuário tem ao contribuir com tais tarifas?

Para responder esse questionamento, vamos analisar qual o destino previsto para essa verba e quais são os resultados que se encontram nas estradas.

Para onde o investimento deve ir?

A expectativa é de que o valor acumulado das tarifas de pedágio seja voltado para obras de melhorias para o transporte rodoviário, como:

  • Duplicação de trechos de rodovias;
  • Manutenção das vias;
  • Construções de novos estradas;
  • Custos com atendimento nas rodovias.

Além do valor arrecadado nas praças de pedágios, existe também a possibilidade de angariar investimento por meio do governo, que é responsável por fazer as auditorias das concessionárias de iniciativa privada que administram as rodovias.

Em 2015, por exemplo, o governo anunciou o investimento de R$31,2 bilhões em dez estados, um total de 4,3 mil quilômetros de estradas, para o ano de 2016, como parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL).

Como os usuários podem ficar atentos a essas melhorias

Um dos principais retornos de investimento nos pedágios percebidos são as obras que melhoram a sinalização das estradas, a segurança e, principalmente, o tráfego.

De acordo com o Relatório Anual de 2014 da Agência Nacional de Transportes Terestres, das 578 obras indicadas em oito concessões, 317 foram concluídas e 139 estavam em execução.

Um dos principais impactos dessas ações no transporte rodoviário é o aumento do fluxo.

Alguns exemplos de melhorias iniciadas em 2014, que constam no relatório, são:

  • A duplicação na BR-116/BA, no trecho Feira de Santana – BR-242/BA. Dos 68,8 km foram executados 40,41 km.
  • A construção do Contorno de Florianópolis na BR-101/SC. Dos 49 km previstos, houve uma execução de 20,14%.
  • A execução 76%, de um total de 19,6 km, da implantação da 4ª Faixa da BR-290/RS

Estar atento aos processos em andamento ajuda a saber onde o dinheiro está sendo investido, e a criar uma espécie de rota que identifica qual é a estado de conservação das estradas, se há ou não obras no meio do caminho e qual trajeto será melhor.

5 pedágios mais caros do Brasil

Como se sabe, há uma variação de tarifas entre pedágios, uma vez que o valor é definido por fatores como carga tributária, necessidade de investimento para cada rodovia, modelos de concessões federais e estaduais que são aplicados de maneiras diferentes, entre outros.

Para quem atua no transporte rodoviário, é muito importante sempre verificar esses preços. De acordo com nossa pesquisa, esses são os pedágios mais caros do Brasil:

  1. R$ 37,20 (carros) / R$ 30,20 (caminhões) – Praça Jataizinho – BR-369
  2. R$ 36 (carros) / R$ 30,20 (caminhões) – Praça São José dos Pinhais – BR-277
  3. R$ 32 (carros) / R$ 30,20 (caminhões) – Praça Sertaneja – PR-323
  4. R$ 25,40 – Praça Itatiaia – BR-116
  5. R$ 25,20 – Eldorado do Sul – BR-090

*Dados disponibilizados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias. Os valores são para carros e caminhões de dois eixos

Você sabia…

A tarifa para caminhões, carros e motos é definida, entre outros fatores, pelo impacto que cada um exerce no solo. Os veículos também são cobrados pelas concessionárias pelo atendimento disponível na rodovia.

Dê sua opinião sobre o retorno de investimento oferecido pelos pedágios. Você consegue enxergar os benefícios?

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