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Peixe Pacu – o destaque nacional

Destaque da piscicultura nacional, reconhecido pelo sabor da carne e pelas formas arredondadas, o peixe tem mercado certo, o que garante boas vendas.

São muitos os rios que cortam o território brasileiro, com grande diversidade de peixes que também povoam riachos e represas, além de criações em lagos e açudes. Entre as espécies mais cultivadas por aqui está o pacu (Piaractus mesopotamicus), que, ao lado do tambaqui e do híbrido tambacu, só perde para a tilápia e para a carpa.

Considerado um dos peixes mais importantes para a piscicultura nacional e para a pesca comercial, o pacu, também conhecido como pacu-caranha, tem grande potencial para a criação em cativeiro. A espécie come de tudo, adapta-se com facilidade à alimentação industrializada e há disponibilidade de tecnologia adequada para o seu cultivo. A atividade ainda é incentivada pela Secretaria de Aqüicultura e Pesca do governo federal, para aproveitar o imenso volume de água em reservatórios de usinas hidrelétricas no país, sobretudo em Itaipu, no rio Paraná.

Espécie tropical originária da bacia do Prata, o pacu é encontrado em água doce de áreas que se estendem do nordeste da Argentina até o centro-oeste brasileiro. Os rios do pantanal mato-grossense são um dos seus principais hábitats. Ambientes onde a temperatura média é de 28 graus são ideais para o seu desenvolvimento. Porém, se adaptado a regiões mais frias, tem capacidade para suportar até 16 graus.

Coberto de escamas, o pacu tem coloração cinza com nuances de lilás ou com manchas em tons alaranjados. O formato prensado do corpo, comprimido nas laterais, deu a ele o apelido de “peixe redondo”. O dorso e a barriga formam uma curva alongada ampliando espaço para acomodar uma carne farta, que é bastante apreciada pela sua textura e sabor.

COSTELA, ou “ventrecha” de pacu, um dos cortes mais apreciados pelo povo

Apesar de atingir até 18 quilos na natureza, em viveiros pode ultrapassar 1,1 quilo e 50 centímetros em um ano de cultivo. Em geral, o peso ideal para a comercialização é de 1,5 quilo. Hoje, o quilo vendido para pesqueiros é de cerca de 3,80 reais.

A criação, no entanto, depende de investimentos na construção de tanques escavados, se não houver infra-estrutura local pronta, ou reservatório de água nas imediações da propriedade rural. Um viveiro médio pode custar algo em torno de 15 mil reais. Para adquirir o milheiro de alevinos, que irá dar início à atividade, são necessários 190 reais.

A recomendação é ocupar com meio a dois peixes cada metro quadrado de área do cativeiro – lâmina d’água -, no caso de sistema intensivo. Porém, vale lembrar que o ritmo de desenvolvimento depende da quantidade de água que entra no viveiro, ou da presença de aeradores que oxigenam a água nos tanques. Uma vazão ideal para o sistema semi-intensivo é de dez litros por segundo para cada hectare de área de viveiro.

Raio X
PEIXE POR ÁREA: meio a dois pacus por metro quadrado
INVESTIMENTO INICIAL: 190 reais o milheiro de alevino e 15 mil reais um viveiro médio
RETORNO: após 12 meses, quando os peixes atingirem 1,5 quilo
REPRODUÇÃO: um casal, com peso médio de quatro quilos cada, pode gerar 60 mil alevinos
Mãos à obra
INÍCIO – a criação começa com a compra de alevinos, pois a fase de larvicultura demanda técnicas delicadas que devem ser feitas por um profissional. Escolha os alevinos com quatro a cinco gramas de peso e sete centímetros de comprimento, medidas em que o peixe já estará mais resistente às doenças e mais ágil para fugir de predadores, como as aves. Adquira somente de fornecedores idôneos e com referências para garantir a qualidade do material genético.
AMBIENTE – o pacu pode suportar temperatura de até 16 graus, mas a preferência é por locais com temperatura da água a 28 graus para estimular o crescimento. Além do clima, é importante a atividade contar com um ambiente limpo. A existência de gramado em volta dos tanques protege o terreno contra erosão.
VIVEIROS – tanques escavados são os mais comuns utilizados para o desenvolvimento dos peixes. Podem ser de alvenaria, de fibra ou de chapa galvanizada. O abastecimento de água é feito por meio de um canal e um tubo de PVC e a vazão é regulada por um sistema de escoamento chamado de monge. Em sistemas intensivos, a indicação é cultivar somente pacu. Não há problema em dividir os viveiros com outras espécies onívoras quando é adotado o sistema semi-intensivo.
ALIMENTAÇÃO – existe alimentação específica para cada fase de crescimento do pacu e também para o tipo de sistema utilizado na criação. Como é onívoro, o pacu come desde restos de alimentos, como frutos e subprodutos agroindustriais selecionados, a rações completas e balanceadas com 22% a 30% de proteína, que são vendidas em lojas especializadas.
CUIDADOS – muito sensível, o pacu se estressa com facilidade, condição que pode levá-lo a contrair doenças e, eventualmente, até morrer. Por isso, é importante ter cuidado no manejo da espécie, em especial no transporte para o local de venda, um dos momentos mais críticos. Evite também exceder na densidade da estocagem para assegurar o bom desenvolvimento da criação.
REPRODUÇÃO – o pacu é um peixe de piracema, que realiza migração reprodutiva. Nada no sentido da foz para as nascentes – as cabeceiras da bacia hidrográfica. Na natureza, ao nadarem contra a correnteza, os reprodutores acumulam hormônios que depois são liberados para a fecundação externa. Em cativeiro, é necessário o uso de hormônios para induzir a reprodução, técnica recomendada para criadores profissionais.

(Fonte: Revista Globo Rural)


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