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Manutenção de caminhões: conheça os tipos e saiba a importância!

manutenção de caminhões

Todo bom caminhoneiro sabe: a melhor maneira de garantir que sua máquina vai continuar rodando bem pelas estradas, sem apresentar falhas mecânicas e proporcionando toda a segurança necessária para o motorista e para o cliente, é checar se está tudo bem com o veículo. E é sobre isso que vamos falar neste artigo — manutenção de caminhões.

Existem basicamente três tipos de manutenção: preventiva, preditiva e corretiva. Vamos detalhar cada uma delas e mostrar por que cuidar do seu “possante” é tão importante. Continue com a gente!

Tipos de manutenção de caminhões

Levar o caminhão à oficina não é a atividade favorita da maioria dos caminhoneiros, a gente sabe. Mas, pior do que investir um ou dois dias na manutenção do veículo é vê-lo quebrar na estrada, podendo atrasar entregas de cargas ou causar um acidente.

A única forma de garantir que nada disso vai ocorrer por falha mecânica é visitando a sua oficina de confiança periodicamente. Leia mais para entender quais são os tipos de manutenção de caminhões e por que se antecipar aos problemas sai mais barato do que esperá-los acontecer.

Manutenção corretiva

Embora seja o tipo mais comum de manutenção, não deveria ser. A manutenção corretiva é aquela feita quando alguma peça ou sistema do caminhão já apresentou defeito.

Podem ocorrer situações simples e até fáceis de evitar, como vazamento de óleo do motor, por exemplo. Trocar uma mangueira é algo tão banal e rápido de corrigir, que não vale a pena correr o risco de ver o seu motor fundir no meio da estrada, provocando prejuízos ainda maiores para o seu bolso.

É isso mesmo: a manutenção corretiva é a mais cara de todas, pois obriga o motorista a gastar na troca de uma peça, sem ter feito planejamento financeiro para isso. Ou, ainda, ter que pagar para resolver um problema mais grave, causado por um defeito simples e de manutenção barata, como um vazamento em uma mangueira.

Além disso, uma falha que acontece enquanto o transporte de uma carga está em andamento provoca atrasos e possíveis descontos no valor a receber pelo trabalho.

Manutenção preventiva

Como o próprio nome diz, a manutenção preventiva tem o objetivo de prevenir falhas no funcionamento do caminhão. Em vez de esperar que alguma peça apresente defeito, trocas são feitas para garantir a boa performance do veículo e evitar problemas mais sérios e caros, mesmo que o componente trocado aparentemente esteja em bom estado.

Essa troca é feita com base na vida útil média de cada peça. Por exemplo, se um componente dura aproximadamente dois anos, a substituição é realizada quando esse tempo de uso é alcançado, mesmo que ele não esteja defeituoso.

Manutenção preditiva

É parecida com a manutenção preventiva, e também tem como objetivo assegurar que o motorista vai sempre dirigir um caminhão em boas condições de pegar a estrada, sem se deparar com surpresas desagradáveis pelo caminho.

Porém, em vez de se basear no tempo de vida útil das peças, a manutenção preditiva é mais sofisticada. Ela é feita a partir de análises realizadas em programas de inspeção do veículo — que incluem minuciosas avaliações de peças, componentes e sistemas, checagem das condições de vibração e termografia, entre outros elementos —, que conseguem prever quando um defeito ocorrerá. Para evitá-lo, a peça é trocada ou corrigida.

Quando realizar a manutenção do caminhão

Se você leu o conteúdo até aqui, já percebeu que a manutenção corretiva só deve ser usada em último caso. O ideal é realizar a manutenção preventiva ou a manutenção preditiva — essas são as únicas formas de evitar que um acidente ou parada não planejada ocorram por falha mecânica.

Essa manutenção deve ser feita periodicamente, sempre seguindo as orientações tanto do manual do seu caminhão quanto do seu mecânico de confiança. Veja a seguir alguns exemplos de quando fazer a manutenção dos principais componentes e peças.

Óleo

A troca de óleo deve seguir a recomendação do fabricante do caminhão, que, em geral, é de 15 mil quilômetros rodados. Mais do que a troca de óleo em si, a troca dos filtros de óleo e de ar do motor também deve ser feita sempre que eles apresentarem uma cor escura.

Pneus

Em média, os pneus de caminhão são considerados seguros até rodarem um total de 60 mil quilômetros. Mas é bom checá-los bem antes disso! Quando os sulcos do pneu estiverem com menos de 1,6 mm de profundidade, troque-os.

Para saber se a hora da substituição chegou, observe a borracha que fica entre os sulcos. Se ela estiver aparecendo, é hora de colocar um pneu novo no seu veículo.

Palhetas do limpador de para-brisas

Troque a cada seis meses. Se perceber que elas não estão funcionando corretamente, substitua-as antes desse prazo.

Suspensão

Confira o prazo informado pelo fabricante. Mas se sentir rangidos ou estalos, pode ser a hora de trocar molas, feixes ou amortecedores.

Freios

Em geral, é recomendado verificar as pastilhas a partir de 15 mil quilômetros rodados. Se observar que os freios estão respondendo mais lentamente, procure um mecânico, mesmo antes de atingir essa marca.

A manutenção evita acidentes e salva vidas

Além de fazer a manutenção das peças mencionadas acima, não cansamos de dizer: procure o seu mecânico de confiança sempre que perceber alguma alteração no funcionamento do seu caminhão. Ou, melhor ainda, siga a recomendação desse profissional a respeito de quando fazer a próxima visita.

Lembre-se que a mecânica de um caminhão é complexa, e defeitos em componentes internos, sistemas de injeção eletrônica, geometria e freios, compartimentos do motor, componentes inferiores e escapamento podem ocorrer sem dar sinais evidentes.

O acompanhamento de um profissional qualificado para cuidar do caminhão é importantíssimo. A frequência com que as visitas à oficina devem ocorrer é determinada pelo mecânico, por isso é fundamental trabalhar com pessoas de confiança.

É como ir ao médico, alguém que conhece melhor o funcionamento do corpo humano do que você, pois estudou para isso e tem experiência no assunto. Assim como devemos seguir recomendações médicas, cabe ao caminhoneiro seguir as orientações do mecânico para garantir a sua própria segurança. Nesse sentido, ambas as profissões são bem parecidas, pois as duas ajudam a salvar vidas.

Sabe-se que 90% dos acidentes nas estradas são causados por falha humana, e apenas 5% estão diretamente relacionados a falhas mecânicas. Ainda assim, dados da Associação de Entidades Oficiais da Reparação de Veículos do Brasil (Sindirepa) apontam que 47% dos veículos que sofreram acidentes do Brasil têm algum problema mecânico. Por isso, não vale a pena dar chance para o azar.

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