Carregando, por favor aguarde
Cadastre-se e receba novidades
Assunto

Peixes

Guia das melhores espécies de peixes para a piscicultura brasileira

Espécies de peixes

Mesmo não estando na lista dos 10 países que mais exportam pescado no mundo, o mercado brasileiro de piscicultura representa uma ótima oportunidade de negócio. O país tem uma vasta gama de espécies de peixes muito propícias para criação, e o consumo interno desses produtos está em crescimento, bem como seu faturamento.

Para ter um negócio de sucesso, é preciso tomar decisões estratégicas. Antes de começar um projeto de criação de peixes, é importante conhecer o mercado, saber quais são as melhores espécies de peixes com alevinos disponíveis e todas as ferramentas e atividades necessárias para manter seu funcionamento.

Esse pode ser um desafio para empreendedores que não são da área. Afinal, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), o Brasil apresenta 8.400 km de costa marítima e 5,5 milhões de hectares em reservatórios de água doce, além de uma rica malha hidrográfica com rios e riachos, ou seja, as variações e opções para a piscicultura são muitas.

Sendo mais específico, para se ter uma ideia, são mais de 2.500 espécies de peixes já identificadas em todo o território brasileiro. Elas podem ser separadas em grupos ou famílias que variam conforme suas características físicas, como tamanho e estrutura corporal, hábitos alimentares, locais em que podem ser encontradas e também em atratividade para a produção no território nacional.

Tanque para criação de diversas espécies de peixes
Clique e conheça o Vinitank da Sansuy!

Pensando nisso, criamos este guia completo com as principais espécies de peixes para piscicultura produzidas atualmente no Brasil, facilitando seu processo de escolha. Leia até o final para conferir!

Espécies de peixe de água salgada

Os peixes marinhos se diferenciam por serem, normalmente, de porte maior. A produção para venda comercial, ou seja, piscicultura marinha, não é tão comum e não recebe tantos investimentos quanto a de água doce no país. Porém, caso essa seja sua decisão de negócio, é preciso conhecer as melhores espécies. Confira as 8 principais!

1. Beijupirá (Rachycentron canadum)

O beijupirá também é conhecido pirabiju, parambijú, bijupirá ou cação de escama e é um peixe encontrado na Zona Tropical e Subtropical. No Brasil, está em abundância pelo Nordeste, nas zonas costeiras do Piauí e Ceará, mas pode ser encontrado até o litoral da Argentina. Também conhecido como cobia, essa espécie pertence à família Rachycentridae e apresenta boas características para aquicultura, crescendo rápido e chegando aos 3 ou 4 quilos em apenas um ano.

Em condições normais de cultivo, o peixe pode chegar a 10 kg em 16 meses, além de apresentar facilidade para desovar em cativeiro, resposta positiva à vacinação e boa adaptabilidade ao ambiente de confinamento. Seu comércio é mais popular em países como EUA e Bélgica, porém, tem ganhado destaque no Brasil nos últimos anos.

2. Garoupa (Epinephelus marginatus)

Pertencente à família Serranidae e subfamília Epinephelinae, a garoupa também é conhecida como garoupa verdadeira, dusky grouper, crioula, galinha-do-mar e piracuca. Esse peixe é encontrado em todo o mundo. No Brasil, passa por toda a costa do Sergipe até o Uruguai e uma porção do litoral Norte da Argentina. A espécie é considerada uma das mais valorizadas pelos consumidores nacionais, por isso, tem alto valor no mercado podendo atingir US$ 60,00/kg.

Mais comum no Sudeste brasileiro, o peixe pode chegar a medir até um pouco mais de 1,5 metro e atingir 60 quilos, apresentando características interessantes para a produção em cativeiro, em tanques-rede, tanques ou viveiros escavados. Entretanto, um fator que dificulta a prática é que esse é um peixe hermafrodita protogínico, ou seja, todos nascem fêmeas e, eventualmente, podem se tornar machos.

3. Dourado do mar (Coryphaena hippurus)

Esse peixe marinho é pertencente à família Coryphaenidae e pode ser encontrado nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul do país. Essa espécie é maior que sua versão de água doce, chegando aos 2 metros de comprimento e 40 kg.

São peixes muito valorizados para uso comercial e pesca esportiva e tendem a se aproximar da costa brasileira entre outubro e março.

4. Salmão do Atlântico (Salmo salar)

Pertencente à família Salmonidae, o salmão é um peixe muito conhecido e consumido no mundo todo. Essa espécie não é encontrada de forma natural no Brasil, sendo originária da costa leste da América do Norte. A variedade “landlocked” foi introduzida no Brasil no início dos anos 90 por um grupo de truticultores de Minas Gerais.

Na natureza, nasce em água doce, mas passa sua vida no mar, retornando ao ambiente dulcícola em que nasceu na época de reprodução.

5. Robalo (Centropomus undecimalis)

Outra aposta da piscicultura marinha nacional são os robalos (peva/peba — Centropomus parallelus —, ou o flecha — Centropomus undecimalis). As espécies estão presentes em toda a costa do Atlântico, desde a Carolina do Norte (nos EUA), até o rio Mampituba, em Santa Catarina.

Sua distribuição no Brasil segue seu principal habitat: o mangue. Dessa forma, é uma ótima opção para produção na Bahia, Pará e Maranhão.

6. Linguado (Paralichthys orbignyanus)

O linguado tem alto valor comercial e apresenta ótimas características para piscicultura, sendo considerada uma espécie bastante promissora para a aquicultura brasileira, com tolerância a diferentes faixas de temperatura e salinidade, elevadas concentrações de compostos nitrogenados e sobrevivência em águas ácidas.

Pode ser encontrado entre o Mar del Plata, na Argentina, e o Rio de Janeiro, no Brasil.

Espécies de peixes de água doce

As espécies de água doce são mais produzidas no Brasil, mas a prática varia conforme as condições ambientais de cada região, sendo algumas mais favoráveis para pescados específicos. Confira uma lista com as 21 mais conhecidas e importantes:

1. Tilápias

Esse peixe pertence à família Cichlidae e apresenta mais de 10 variações em seu habitat, chegando aos 4,3 quilos de peso e 60 cm de comprimento. A espécie é nativa da África. Atualmente presente no mundo todo, no Brasil ainda é proibida nos estados da bacia Amazônica, mas largamente produzida em todas as outras regiões do país.

Para produção, é possível usar viveiros escavados, tanques de rede, gaiolas flutuantes ou raceways. Por esses motivos, é considerado o “carro-chefe” de nossa aquicultura.

2. Carpa comum

A carpa comum pode chegar a mais de 1,2 metro e 40 kg, porém, normalmente é comercializada ainda pequena — entre 1 e 6 kg. A espécie tolera temperaturas entre 4ºC e 36°C do ambiente aquático. No Brasil, sua produção concentra-se nos estados do Sul e Sudeste.

As carpas fazem parte da família Cyprinidae, que conta com mais de 200 espécies distribuídas em mais de 200 gêneros e é considerada a maior entre os peixes de água doce. Existem diversas variações desse peixe, que mudam em tamanho, peso, cores e até mesmo comportamentos.

Muitas delas surgiram por mutação genética espontânea da espécie mais comum: a carpa comum ou cinza. Entre as mais usadas em aquicultura, estão a carpa húngara, a carpa capim, a carpa prateada, a carpa cabeça grande e as coloridas utilizadas para ornamentação (pois apresentam cores variadas como laranja, branca, marrom, preta, amarela, dourada ou vermelha), também conhecida pelo nome em japonês: nishikigois — todas são exóticas, por isso só são encontradas em cativeiro.

3. Tambaqui (Colossoma macropomum)

O tambaqui é um peixe de origem amazônica que se destaca na produção em viveiros. É mais cultivado e consumido na região Norte do país — mais especificamente, na Amazônia, Rondônia e Mato Grosso. A espécie pode medir 90 cm de comprimento e pesar até 45 kg.

4. Pacu (Piaractus mesopotamicus)

O pacu, pacu caranha ou, simplesmente, caranha faz parte da família Serrassalmidae, sendo encontrado na Bacia Paraná/Paraguai.

Na aquicultura, a produção do pacu é destaque na região Centro-Oeste — Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. Normalmente, produzidos em represas rurais e viveiros escavados, mas se adaptam a tanques-rede também. Esse peixe é onívoro em seu habitat, podendo ultrapassar 20 quilos e alcançar 70 a 80 cm de comprimento.

5. Pirarucu (Arapaima gigas)

Nativo da Bacia Amazônica e Araguaia/Tocantins, sendo pouco conhecido nas outras regiões do país, o pirarucu pertence à família Arapaimidae e também é conhecido como bacalhau da Amazônia, local em que é encontrado. Esse peixe apresenta alimentação bem variada, composta de peixes, tartarugas, caramujos, plantas, gafanhotos e cobras. Quando adulto, na natureza ele chega a ultrapassar os 2 metros de comprimento e pode pesar até 300 quilos.

A produção dessa espécie na piscicultura é feito em represas rurais, viveiros escavados, tanques acima do nível do piso ou tanques de rede. Sua carne não tem espinhos em “y” e é um peixe com boa comercialização, o que indica uma ótima oportunidade para quem quer entrar no mercado.

6. Pirapitinga (Piaractus brachypomus)

Também conhecido como pacu negro ou caranha, esse peixe é encontrado nas bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Habita regiões de mata alagada e lagos, sendo uma espécie herbívora, com algumas tendências frutíferas.

Pode alcançar até 88 cm de comprimento e 25 quilos, apresentando boas características para aquicultura.

7. Piraíba (Brachyplatystoma filamentosum)

A paraíba pertence à família Pimelodidae, sendo um peixe encontrado nas bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins — nesta última, é considerado uma ótima opção de pesca, encontrado durante todo o ano.

Pode existir em pequeno, médio e grande porte, alcançando até 300 quilos e 3 metros de comprimento, entretanto, o mais comum são os exemplares menores.

8. Pirarara (Phractocephalus hemioliopterus)

A pirara pertence à família Pimelodidae e é um peixe onívoro. Pode ser encontrado nas bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins. Apresenta um pouco mais de 1,3 metro de comprimento e pode chegar a pesar até 70 quilos.

9. Piau-açu (Leporinus macrocephalus)

O piau-açu também é chamado de piavuçu ou piauçu e pertence à família Anostomidae. É uma espécie natural do rio Paraguai, mas também é encontrado no pantanal mato-grossense, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e nas bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata.

São peixes onívoros que comem de tudo e podem chegar a até 68 cm de comprimento, pesando no máximo 5,3 quilos.

10. Grupo Matrinxã (Brycon spp)

Quatro espécies de peixes fazem parte do grupo Matrinxã ou Matrinchão (Brycon sp): o piraputanga (Brycon microlepis), o jatuarana (Brycon sp), a piracanjuba (Brycon orbignyanus) e a piabanha (Brycon insignis). Todos fazem parte da família Bryconidae, gênero Brycon, e apresentam boas características para a aquicultura no Brasil.

A piraputanga apresenta características que lembram grandes lambaris, chegando próximo aos 3 quilos e 60 cm de comprimento. São encontrados em toda a bacia Paraguai, habitando a maior parte dos rios pantaneiros.

Já a espécie jatuarana apresenta corpo alongado, escamas de coloração prateada e uma mancha escura atrás do opérculo. São peixes encontrados na bacia Amazônica, mais exatamente em águas rápidas, como cachoeiras. Alimentam-se de insetos, frutos e pequenos peixes. Pode chegar a 40 cm de comprimento pouco mais de 4 quilos de peso.

Por fim, o piracanjuba, que também é conhecido popularmente como pera, piracanjuva, bracanjuva ou bracanjuba, pode ser encontrado nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, sul de Goiás e no Paraná. É um peixe onívoro e se alimenta de insetos, pequenos peixes e frutas. Em termos de tamanho, chega a 70 cm de comprimento e 8,6 quilos.

11. Cachara (Pseudoplatystoma fasciatum)

O cachara, ou surubim, está distribuído em nove famílias, que se diferenciam por suas características físicas. Alcançam no máximo 1,2 metro e 70 kg, são carnívoros e se alimentam de outros peixes.

É um peixe de água doce e encontrado nas regiões Centro-oeste e Norte, nas bacias Araguaia-Tocantins, Amazônica e Prata, além dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

12. Pangassius (Pangasianodon hypophthalmus)

O pangassius pertence à família Pangasiidae. É uma espécie que alcança até 1,3 m e pode ser encontrado de forma natural apenas na Ásia, nas bacias Mekong e Chao Phraya. Mesmo não sendo natural do Brasil, o peixe tem chamado a atenção para a aquicultura, sendo uma ótima opção para quem deseja entrar no mercado.

13. Dourado (Salminus brasiliensis)

O dourado é da família Bryconidae e subfamília Salminidae e é considerado o “rei dos rios”. Ele pode chegar a 1 metro de comprimento e pesar até 31 kg, dependendo de seu habitat.

É uma espécie carnívora que se alimenta de pequenos peixes. Normalmente, é mais encontrado na bacia do Prata.​

14. Curimbatá (Prochilodus sp)

Pertencem à família Prochilodontidae. Também conhecida como “sardinha dos rios brasileiros”, essa espécie apresenta características físicas que variam entre gênero. Enquanto os machos podem pesar mais de 5 quilos e chegar aos 58 cm, as fêmeas ultrapassam os 70 cm e pesam mais de 6 quilos em alguns casos.

O peixe é facilmente encontrado em todo o país, estando mais presente nas bacias Amazônica, do Prata, do São Francisco e Araguaia-Tocantins.

15. Jaú (Zungaro jahu)

O jaú é da família Pimelodidae e é considerado um dos maiores peixes de água doce do Brasil, chegando a pesar 120 kg e medir até 1,6 metro. É nativo da Bacia do Paraná-Paraguai.

16. Truta-arco-íris (Oncorhynchus mykiss)

Esse peixe pertence à família Salmonidae. A espécie é originária da América do Norte e foi introduzida no Brasil no final da década de 40, na região de Campos do Jordão (SP). Atualmente, é produzida em grandes altitudes, nas regiões Sudeste e Sul do país.

Esse é um peixe carnívoro que pode alcançar 1,22 metro de comprimento e pesar mais de 25 quilos.

17. Lambari

O lambari é da família Characidae e é conhecido como “sardinha de água doce”, piava, piaba, matupiris ou lambari do sul. É um peixe pequeno e não passa dos 10 cm.

Muito popular em todo o Brasil, sendo encontrado em todas as regiões.

18. Pintado (Pseudoplatystoma corruscans)

O pintado faz parte da família dos Pimelodidae e possui distribuição exclusiva na América do Sul, presente no Brasil nas bacias do Rio Paraná a e do rio São Francisco, onde são encontrados com até 100 kg e 1,7 metro de comprimento.

19. Tucunaré (Cichla spp)

O tucunaré faz parte da família Cichlidae, junto com, pelo menos, outras 14 espécies do peixe. Os maiores podem chegar a 1 m e são encontrados nas bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins, em reservatórios da bacia do Prata e algumas regiões do rio São Francisco.

20. Traíra e Trairão (Hoplias spp)

Os traíras e trairões, também conhecidos como lobós, são peixes pertencentes á família Erithrynidae e são exclusivos da América do Sul. Esses peixes podem alcançar até 13 kg e 1 metro de comprimento, e estão presentes em quase todo o território de água doce nacional — em açudes, lagos e reservatórios.

21. Jundiá (Rhamdia quelen e Learius marmoratus)

Pertencente às famílias Pimelodidae e Heptapteridae, o jundiá onça pode atingir mais de 10 quilos e medir até 1 metro. Esse peixe é encontrado na bacia amazônica, com captura facilitada na divisa entre o Mato Grosso e Pará.

Uma característica interessante é que sua maturidade sexual é atingida no primeiro ano de vida nos dois gêneros, e após 17 ou 18 cm ambos estão preparados para reprodução.

Espécies de peixes importantes para a piscicultura

Existem algumas características desejáveis para tornar uma espécie mais comercial e importante para a piscicultura. São elas:

  • boa aceitação no mercado;
  • boa conversão alimentar;
  • facilmente propagáveis de forma natural ou artificialmente (reprodução em condições de cativeiro com uso de hormônios);
  • adaptação a diferentes sistemas produtivos e altas densidades;
  • boa adaptação a diferentes climas;
  • alta rusticidade;
  • ciclo de vida mais curto;
  • altos rendimentos de carcaça e geração de cortes comerciais;
  • aproveitamento integral de carcaça (coprodutos);
  • hábito alimentar onívoro (redução de custo da ração);
  • bom crescimento em condições de cativeiro;
  • resistência ao manejo intensivo;
  • resistência às doenças e parasitoses;
  • alto valor comercial;
  • facilidade para aceitar ração;
  • carne branca;
  • sabor suave;
  • ausência de espinho em “y” na carne;
  • carne com bom sabor e textura agradável;
  • várias possibilidades de preparo, ou seja, versatilidade gastronômica.

Todos esses fatores devem ser levados em consideração no momento de escolher qual espécie cultivar. Atualmente, a opção mais institucionalizada nacionalmente é a tilápia, com tecnologia e mercado bem desenvolvidos dentro de toda a cadeia produtiva da espécie.

Apesar disso, outros peixes são atrativos para esse tipo de negócio. Entre eles, estão as carpas (comum, colorida, prateada, cabeça grande e capim), curimatã, tambaqui, pacu, tambacu, paqui, patinga, piauçu e pirarucu.

Esses são os exemplos de água doce, mas existem também as opções de espécies marinhas que, como falamos, representam grande potencial para produção nacional. Optar por elas pode parecer arriscado, porém, é a garantia de entrada em mercados menos saturados, com mais opções e possibilidades de desenvolvimento e crescimento do negócio.

Principais espécies de peixes cultivados no Brasil

Apesar de já tradicionais em outras partes do mundo, a piscicultura nacional é mais focada na produção de espécies de água doce. De acordo com a EMBRAPA, os peixes mais cultivados no Brasil atualmente são:

  • Norte: tambaqui, pirapitinga, tambatinga, pirarucu e jatuarana;
  • Nordeste: tilápia;
  • Centro-oeste: tambaqui, pacu e pintados;
  • Sudeste: tilápia, pacu e pintados;
  • Sul: carpas, tilápia e jundiá.

A produção varia conforme as condições de cada região. Fatores como temperatura da água e sua qualidade, bem como tipo de solo, influenciam no local ideal para o cultivo de cada espécie. O ideal é que o ambiente recrie as condições do habitat do peixe ou que ele apresente facilidade para adaptação.

Fica evidente que o Brasil tem uma enorme diversidade para um negócio de piscicultura. Apesar das espécies de água doce apresentarem maior produção nacional, existem vários peixes oriundos do ambiente marinho que podem receber investimento neste negócio.

Vale lembrar que não basta apenas conhecer as espécies de peixes e saber escolher entre elas, é necessário entender como cuidar da saúde do peixe em cativeiro, como criar e manter um projeto de aquicultura rentável e, claro, ter noções de gestão de negócio para ter mais sucesso no investimento.

Além disso, nem todas as espécies encontradas no Brasil podem ser pescadas ou reproduzidas para fins de piscicultura. Por isso, antes de fazer a sua escolha, é necessário buscar mais informações com os órgãos e entidades responsáveis, como universidades, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), institutos estaduais de pesquisa em aquicultura e a própria EMBRAPA.

Com todas essas informações, vai ficar mais fácil escolher um ou mais peixes para o seu projeto. Se você já atua nessa área ou se está pensando em começar, deixe o seu comentário e conte para nós se o conteúdo te ajudou de alguma forma!