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Assunto

Peixes

Boas Práticas de Manejo para a Aquicultura

As boas práticas de manejo para a aquicultura, BPMs, são um conjunto de procedimentos técnicos que devem ser adotados durante a produção de organismos aquáticos, indicando maneiras simples e eficazes para melhorar o manejo dos viveiros de produção para assegurar uma produtividade eficiente e, ao mesmo tempo, prevenir impactos ambientais negativos resultantes da descarga de efluentes que contenham elevadas concentrações elevadas de matéria orgânica, sólidos totais suspensos e, possivelmente, outros poluentes.

Assim, a adoção das BPMs visa o uso eficiente dos recursos para maximizar a produção e minimizar o impacto ambiental. A preparação do terreno, calagem a adubação dos viveiros naturais escavados são alguns dos processos fundamentais. Também é preciso saber  produzir alevinos e juvenis  de olho na qualidade de água e no uso eficiente da água e insumos, como as rações.

As boas práticas visam

  • A eficiência produtiva e a segurança da criação;
  • A manutenção de condições sanitárias, visando melhor desempenho produtivo dos peixes;
  • Uso consciente dos recursos que estão à sua disposição, como água, alimentos, insumos, etc.
  • Buscar atender às demandas dos consumidores.

Qualidade da água

Como a água é um elemento importante na piscicultura e, escasso nos dias de hoje, devemos redobrar a atenção sobre a manutenção da sua qualidade.

Há várias formas e maneiras de se fazer o uso eficiente da água na piscicultura, onde as práticas adotadas pelo aquicultor determinarão a intensidade do uso dos recursos naturais e a eficiência de sua unidade de produção.

O consumo de oxigênio dos peixes depende de uma série de fatores, entre eles:

  • Temperatura da água;
  • Tamanho do peixe;
  • Fatores outros como o stress e o estádio de desenvolvimento dos organismos aquáticos;
  • O consumo de oxigênio depende também da forma e da intensidade de como os peixes são alimentados, bem como da formulação das dietas.

Peixes que comem mais consomem mais oxigênio se comparados àqueles mantidos em jejum ou que se alimentam menos.

Peixes em tanques de alto e baixo fluxo

Em tanques de alto fluxo, há pouca presença de plâncton e população microbiana.

Essa pouca presença faz com que os peixes se tornem, nesses tanques, os principais consumidores de oxigênio.

Isso não é observado em tanques de baixa renovação de água, visto que estarão presentes outros organismos neste ambiente, como os constituintes do zooplâncton e populações microbianas.

Num viveiro natural escavado, sem renovação de água e sem aeração, a capacidade de suporte permitirá a produção de 5 a 6 toneladas de peixe por hectare.

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Oxigênio na água

Em viveiros naturais escavados com pouca renovação de água, quem produz oxigênio para os peixes são os organismos vegetais presentes na água, as micro algas, constituintes do fitoplâncton.

O fitoplâncton é capaz de produzir mais de 90% do oxigênio presente na água de um viveiro com baixa renovação.

Essa capacidade é  suficiente para manter uma biomassa de até 6 toneladas de peixes em viveiros de até 1 ha.

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