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Aquicultura marinha ornamental no Brasil

Da colaboradora, Isabelle Leite Bayona Perez

Bióloga, Mestre em Zoologia pela UNESP – Botucatu e doutoranda em Aquicultura pela UNESP – Jaboticabal.

Os peixes ornamentais marinhos tem alta popularidade e são requisitados no setor da aquariofilia em todo o mundo, fato que se deve pela exuberância e pelas mais variadas formas e cores. Quem nunca se encantou com os peixes do filme “Procurando Nemo”? Nemo, um peixe-palhaço, e, sua companheira Dory, um peixe-cirurgião. Também podemos citar os belíssimos peixes anjos e os donzelas.

Os peixes habitam os recifes de corais e regiões costeira

Esses animais habitam em sua maioria os recifes de corais e regiões costeiras. Existem cerca de 440 espécies de peixes recifais conhecidas no Brasil e de acordo com Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em torno de 40 espécies brasileiras são exportadas sendo as principais: Holacanthus ciliares e Centropyge aurantonotus, as quais são duas espécies de peixe anjo, Pomacanthus paru, conhecido popularmente como “paru” ou “frade”, Acanthurus coeruleu, o cirurgião azul e Holacanthus tricolor conhecido como peixe-soldado. Ainda, há espécies em extinção, como o Gramma brasiliensis, conhecido como “grama” e o peixe-donzela Stegastes sanctipauli.

Aquicultura marinha ornamental está em expansão

Embora este seguimento corresponda a atualmente 10% do mercado de aquariofilia, o mesmo encontra-se em plena expansão. Quanto aos valores movimentados no mundo, incluindo espécies de água doce e marinhas, para o ano de 2005 estimou-se uma quantia de 15 bilhões de dólares, através de um comércio internacional estruturado e de grande importância para os países em desenvolvimento. No Brasil dados publicados pelo Ministério da Pesca e Aquicultura revelam que somente a exportação nacional de peixes ornamentais alcançou cerca de 7 milhões de dólares em 2009, e ultrapassou a exportação de moluscos e filés de peixes frescos.

Ausência de controle por de ser obstáculo à  Aquicultura marinha ornamental

Apesar de todos os benefícios gerados, do outro lado da moeda, temos uma realidade preocupante – o extrativismo da atividade, com um alto número de peixes coletados, visto que cerca de 90% das espécies são capturadas do ambiente natural. Tal fato somado à ausência de um controle eficiente sobre as retirada desses animais e sua comercialização, salientando a exportação, promovem a depleção direta dos estoques.

Portanto, formas de lidar com essa problemática tem sido pesquisadas em alguns institutos e universidades públicas no Brasil, com o desenvolvimento de pacotes tecnológicos de cultivo, bem como a realização de pesquisas acerca da biologia destas espécies.

É praticamente desconhecido o manejo de inúmeros desses animais em cativeiro no Brasil e no exterior, fazendo-se necessários uma série de estudos acerca da reprodução, nutrição e de sanidade e assim, tornar possível uma cadeia produtiva nesta área.

Imprescindível que haja incentivo e pesquisas, para o bem da aquicultura marinha ornamental

Dessa forma, é imprescindível que haja incentivo e pesquisas, para posterior transferência do conhecimento ao setor produtivo. A substituição dos peixes retirados do ambiente natural pelos cultivados poderá tornar uma realidade sustentável, poupando esses ambientes marinhos do desequilíbrio e da exploração desenfreada, evitando a extinção desses peixes.

Aquicultura marinha

Foto: Pesquisa sendo realizada com o peixe borboleta-listrado, Chaetodon striatus, no Instituto de Pesca – APTA – SAA, base de Ubatuba – SP.

(Fonte: Mar Sem Fim)


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