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Aprenda como iniciar um projeto de aquicultura rentável

projeto de aquicultura

O consumo de pescado cresceu 23,7% nos últimos dois anos e o faturamento dos produtores desse tipo de negócio está próximo ao da soja, principal commodity da agricultura brasileira. E os números positivos indicam que nunca foi tão vantajoso começar um projeto de aquicultura no Brasil.

Porém, se você está pensando em começar o seu, é preciso considerar alguns fatores que determinam a rentabilidade e o sucesso desse investimento. Assim como em qualquer empresa, deve-se compreender o mercado, o negócio, as necessidades do seu público e fazer um bom planejamento.

Um bom projeto de aquicultura envolve escolher um local adequado, com disponibilidade de água e solo apropriados para as espécies que serão produzidas. Além disso, é preciso decidir qual o melhor modelo de tanque e o processo de criação, visando minimizar custos, otimizar processos e aumentar o retorno do seu investimento (ROI).

Pensando nisso, elencamos neste post informações relevantes para a tomada de decisão para iniciar um projeto de aquicultura rentável e eficiente. Leia até o final para conferir!

Por que entender o mercado é importante?

Um dos fatores que devem ser considerados ao começar um projeto de aquicultura é o mercado onde você pretende atuar. Dessa forma, é necessário compreender como é a dinâmica de atuação do segmento na região desejada em termos de:

  • público-alvo: qual o perfil do consumidor na região, suas preferências de espécies, comportamento de compra, ticket médio consumido e principais canais de compra;
  • concorrência: quais outras empresas atuam na região, como elas funcionam, quais tipos de espécies produzem, como fazem o relacionamento com canais de venda e seus valores;
  • infraestrutura: como é a região em termos de distribuição e qualidade de água, áreas disponíveis, custos de manutenção e relacionamento com demais stakeholders.

Compreender essas variáveis é fundamental para que você faça as escolhas corretas em seu projeto, garantindo que ele seja mais rentável e tenha sucesso na região escolhida. Com seu entendimento você pode, por exemplo, identificar uma espécie que é muito procurada pelo público e a concorrência ainda não produz, facilitando sua entrada no mercado.

Como determinar a localização do projeto?

A primeira decisão deve ser o local onde sua granja aquática ou projeto de aquicultura será desenvolvido. Para isso, é necessário considerar um conjunto de fatores que determinam se o local é indicado ou não para a criação de peixes e outros organismos aquáticos.

Tamanho e layout

Busque por um local que tenha espaço e relevo favorável que atendam as necessidades do seu projeto. Considere o tipo de criação que deseja ter, o tamanho e o número de tanques, espaços específicos para armazenamento e controle de insumos e qualquer outro ambiente que o negócio exige.

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Tipo de solo

O indicado é buscar por um solo não permeável, ou seja, que não permite infiltração excessiva. Isso é importante para que a perda de água seja mínima. Além disso, solos argilosos não são indicados porque facilitam o encharcamento, compactação e rachamento, restringindo seu uso.

Acesso e qualidade da água

O local deve ter disponibilidade de água sem interrupções, em quantidade suficiente e qualidade adequada. Deve-se considerar o volume usado no projeto e garantir que o sistema de abastecimento funcione com segurança.

Variações climáticas e altitude

Outro ponto que deve ser considerado é o clima da região, entendendo suas variações climáticas. Esse fator deve ser suportado pela espécie de organismo aquático que você deseja criar. A altitude também deve ser avaliada, uma vez que interfere no teor de oxigênio dissolvido do local.

Infraestrutura da região​

Considere também fatores como vias de acesso, proximidade com fábricas de ração, mercado consumidor, disponibilidade de energia elétrica, água e segurança contra roubos e furtos.

Todas essas variáveis impactam nos custos e na qualidade de sua produção, influenciando diretamente na rentabilidade do projeto. O ideal é contar com uma empresa especializada no assunto para tomar esse tipo de decisão, caso você ainda não tenha expertise no assunto.

Por que é importante considerar o tipo de solo?

Além dos motivos já apresentados, é importante entender que o tipo de solo do local escolhido impacta também na qualidade da água, principal fator de eficiência da produção de um pescado.

As características da rocha formadora do solo da região indicam os minerais que estarão presentes no ambiente aquático, pois em função da solubilidade específica poderão estar de alguma forma presentes na água do local. Dessa forma, a água pode ser de melhor ou pior qualidade, o que certamente vai impactar no custo de produção.

Como definir a quantidade e a forma de uso da água?

A quantidade de água necessária para a produção de pescados e outros organismos aquáticos depende das exigências de cada espécie, do desenho do tanque ou do viveiro natural escavado, da densidade de estocagem (número de peixes alojados por metro cúbico de água), do tipo de alimento que será oferecido e do clima e da altitude da região.

Regras gerais

De forma geral, existem algumas regras que devem ser consideradas para o cálculo da quantidade de água necessária em seu projeto.

  • Para a produção de pescados em viveiros escavados sem renovação, a quantidade mínima de água disponível (vazão mínima) deve ser capaz de repor as perdas por infiltração e evaporação.
  • Ainda sobre a produção de pescado em viveiros naturais escavados, é possível assumir a necessidade de uma vazão mínima de 10 litros de água por segundo para cada hectare de espelho d’água construído.
  • Geralmente a produção de pescado em tanques é realizada em altas densidades de estocagem e com manejo alimentar intensivo, necessitando de vazões de água capazes de manter a qualidade do ambiente.

Sistemas de uso da água

Existem cinco modelos de sistema de uso da água em projetos de aquicultura. Confira cada um deles e suas características:

  • sistema abertoa água é utilizada apenas uma vez. O efluente é descartado ou utilizado na irrigação de vegetais enraizados no solo;
  • RAS: sistemas de recirculação, nos quais o efluente (água) é recondicionado em filtros e retorna para os tanques de produção, fechando um ciclo e minimizando o consumo e as perdas de água;
  • RAS + aquaponia: sistemas de recirculação. Neles, a água efluente dos tanques de produção é recondicionada em filtros e conduzida para uma unidade de produção de vegetais sem solo, retornando para os tanques em seguida, o que reduz o consumo de água e fixa nos vegetais os nutrientes não aproveitados pelos organismos aquáticos;
  • BFT: as fezes e os resíduos metabólitos são tratados dentro do próprio tanque de produção, nos quais bactérias, algas, fungos, protozoários, rotíferos e um grande número de outros microrganismos se alimentam do material orgânico em suspensão, mantendo a qualidade da água adequada;
  • BFT + aquaponia: sistemas mistos, nos quais a água dos tanques de produção recircula passando inicialmente por um decantador para reduzir o teor de sólidos em suspensão e é conduzida para uma unidade de produção de vegetais sem solo, retornando, por fim, ao início do processo.

Quais espécies de pescado cultivar?

​Existem diversas opções de pescado para quem deseja começar um projeto de aquicultura no Brasil. Entretanto, é preciso escolher uma que você tenha familiaridade, que esteja adequada ao seu local e é do interesse de seu público-alvo. Destacamos algumas delas:

  • beijupirá;
  • robalo;
  • linguado;
  • garoupa;
  • tambaqui;
  • pacu;
  • pirapitinga;
  • híbridos interespecíficos diversos (tambaqui x pacu x pirapitinga);
  • pirarucu;
  • carpas;
  • pintado;
  • cachara;
  • jundiá;
  • piraíba;
  • pirarara;
  • jaú;
  • bagres híbridos interespecíficos diversos;
  • piau-açu;
  • matrinchã;
  • piraputanga;
  • jatuarana;
  • piracanjuba;
  • dourado;
  • tucunarés;
  • pangassius;
  • diversas espécies de lambari;
  • tilápia;
  • curimbatá;
  • curimatã-pacu;
  • mandi;
  • suruvi;
  • black-bass;
  • cat-fish;
  • Clarias;
  • truta;
  • salmão;
  • algumas espécies de camarões amazônicos-pitus;
  • camarão gigante da malásia;
  • Litopenaeus vannamei;
  • tracajás;
  • jacarés;
  • uma enormidade de espécies de peixes ornamentais de água doce e marinha;
  • microalgas (indústria farmacêutica, alimentação humana e de animais, produção de biodiesel);
  • macroalgas;
  • Ostras;
  • Vieiras;
  • Mexilhões.

Um estudo recente fala mais sobre o desenvolvimento de algumas das espécies citadas, mostrando seus avanços em tecnologia e o crescimento do mercado.

Por que utilizar tanque em vez de viveiro?

O termo “tanque” é utilizado de forma genérica. Ele se refere a uma unidade de produção do pescado, ou seja, ao local onde os peixes serão criados de fato. Existem diferentes opções para isso, mas os mais comuns são tanques artificiais e os viveiros feitos em escavação.

Por ser uma opção mais eficiente, os tanques artificiais têm sido a melhor escolha para começar um projeto de aquicultura. Eles são projetados e criados com materiais e sistemas que proporcionam melhores condições para a expressão genética da linhagem da espécie escolhida.

Como escolher o tanque ideal para o projeto de aquicultura?

A escolha de um tanque para seu projeto deve considerar o espaço disponível no local, a disponibilidade da água, a cor interna desejada para o bolsão, o objetivo de uso e a capacidade necessária para atender as demandas do seu negócio.

Uma ótima opção são os tanques da vinitank®, cujas unidades de produção oferecem facilidade de montagem e instalação, ​alta qualidade, simplicidade e rapidez para abastecimento, maior eficiência de escoamento e uso da água, facilidade de limpeza e desinfecção, durabilidade, entre muitos outros benefícios.

Com as informações apresentadas neste post, você está preparado para criar um projeto de aquicultura rentável e de sucesso! Não se esqueça de procurar equipamentos de qualidade: acesse o e-commerce da Sansuy, referência nesse segmento, e encontre os melhores tanques e materiais para o seu negócio.